"Acordei bemol / tudo estava sustenido / sol fazia / só não fazia sentido" (ACORDEI BEMOL)
Abro espaço no meu blog de ficções para uma breve
menção honrosa ao poeta Paulo Leminski, que morreu há 20 anos (07/06/1989), com apenas 44 anos. "Não existe poesia experimental sem vida experimental." Como acredito nessa máxima difundida por outro corajoso poeta, Roberto Piva, digo que a poesia de Leminski foi uma daquelas que me pegou na veia. Sua prosa - bastante espelhada em Joyce - nunca fez muito minha cabeça; pois, para mim, as boas sacadas se perdem no caudaloso verbal. Bem diferente dos versos, com uma estrutura melódica, de elipses precisas e imagens rápidas, muitas vezes inusitadas, mas cheias de sentido. A poesia de Leminski, em não raros momentos, me ajudou a sorrir na mais sincera seriedade, e a encarar a busca pelo sentido da vida sendo o único sentido.
menção honrosa ao poeta Paulo Leminski, que morreu há 20 anos (07/06/1989), com apenas 44 anos. "Não existe poesia experimental sem vida experimental." Como acredito nessa máxima difundida por outro corajoso poeta, Roberto Piva, digo que a poesia de Leminski foi uma daquelas que me pegou na veia. Sua prosa - bastante espelhada em Joyce - nunca fez muito minha cabeça; pois, para mim, as boas sacadas se perdem no caudaloso verbal. Bem diferente dos versos, com uma estrutura melódica, de elipses precisas e imagens rápidas, muitas vezes inusitadas, mas cheias de sentido. A poesia de Leminski, em não raros momentos, me ajudou a sorrir na mais sincera seriedade, e a encarar a busca pelo sentido da vida sendo o único sentido.P.S. A caricatura é da autoria de Marcos Guilherme - eu também vejo Leminski assim. http://www.artefiguras.com.br/
Gostei muto de sua análise da obra do Leminski. Grande abraço!
ResponderExcluirMarcos Guilherme